sábado, 20 de outubro de 2012

O PLÁSTICO ESTÁ ATÉ NO OCEANO ANTÁRTICO


Aquilo que muitos pensavam ser um dos locais menos afectado pelos humanos não escapa afinal aos malefícios de uma vivência descuidada, incompetente ou laxista que vai destruindo o único local onde a raça humana pode sobreviver.
Já todos sabemos que o processo de degradação ambiental do Planeta está em constante evolução e a crescente consciencialização das pessoas para este facto ainda não foi o bastante para o “travar”, quando o que era necessário era retroceder. É urgente que cresça a condenação social e a intolerância para todos quantos prevaricam, sejam particulares, empresários ou alguns sectores de actividade, pois só assim daremos o passo seguinte!...


Foram detetados os primeiros detritos de plástico no Oceano Antártico. Esta descoberta foi realizada durante uma expedição do navio de investigação francês Tara, ao longo de 70 mil milhas nos oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico que durou dois anos e meio. Esta expedição tinha como objetivo estudar a biodiversidade e os ecossistemas marinhos no âmbito das alterações climáticas.
“Sempre assumimos que este era um ambiente prístino, muito pouco tocado pelos seres humanos”, referiu Bowler Chris, coordenador científico do Tara Oceans. “O facto de termos encontrado estes plásticos é um sinal de que o alcance dos seres humanos é verdadeiramente planetário.”
Amostras recolhidas em quatro diferentes estações no Oceano Antártico e Antártida revelam que os restos de plástico estão numa média de 50 mil fragmentos por quilómetro quadrado, uma taxa semelhante à média global. Embora os traços de poluentes sejam habituais, os investigadores achavam que as taxas no Oceano Antártico seriam dez vezes menores que a média global.
"Descobrir plástico nestes níveis tão elevados foi completamente inesperado", indicou Bowler durante uma conferência no Museu da Ciência em Londres, na passada quarta-feira.
Os fragmentos microscópicos, invisíveis até se acumularem em redes de arrasto, são o resultado da degradação de resíduos como sacos plásticos e garrafas, ao longo décadas pelo efeito da radiação ultravioleta e água do mar. Os investigadores do Tara, cujo trabalho foi recentemente saudado pelo secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, também ficaram surpreendidos ao descobrir fibras sintéticas, resíduos das lavagens de roupa, constituídas por uma porção significativa de fragmentos de plástico.
O impacte dos plásticos no ambiente marinho tem sido largamente observado e relatado. Os peixes e aves consomem regularmente estes detritos, que são confundidos facilmente com presas. Para além dos danos diretos no animal, podendo conduzir à sua morte, estes poluentes libertam toxinas e outros compostos químicos que podem ser transferidos ao longo da cadeia alimentar.

Fonte: BBC

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