domingo, 11 de novembro de 2012

MARTE CONCENTRA TODA A ATENÇÃO

Esta foto é uma amostra de uma formação sedimentar que se estende pelo local onde o robô Curiosity estava passando rumo ao seu destino, uma região chamada Glenelg. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS]


A atenção dos cientistas da NASA está centrada no planeta vermelho, uma vez que o “Curiosity” prossegue a sua missão e vai enviando informação que, periodicamente vai sendo tornada pública. A notícia que se reproduz seguidamente é mais um exemplo disso.


Amostras da atmosfera de Marte, recolhidas pelo 'Curiosity' na cratera Gale - onde se encontra o vaivém -, revelam que o planeta vermelho tem uma atmosfera 100 vezes mais ténue do que a da Terra. Mas isto não foi sempre assim. Segundo os dados fornecidos pelo robô, o planeta já teve água e uma atmosfera muito mais densa.

De acordo com um comunicado divulgado pela NASA, Marte perdeu parte da sua atmosfera original devido a um processo físico "que favorece a retenção de isótopos de certos elementos". Além disso, a presença de metano é muito baixa, nalguns locais igual mesmo a zero, pelo menos onde se encontra o robô, como explicaram os cientistas.
Na sua próxima missão em Marte em 2014, a sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) vai aprofundar este estudo no aspeto da evolução da atmosfera do planeta.



Identificação de minerais e busca de sinais de vida

Utilizando avançados instrumentos que leva a bordo, o 'Curiosity' acaba de analisar algumas amostras da atmosfera na cratera Gale, dados que permitiram reforçar as teorias dos cientistas da missão, ' segundo os quais "o meio ambiente marciano, num passado longínquo, pode ter sido muito diferente, com a presença de água e de uma atmosfera mais densa", assinala a NASA.
Uma das tarefas do 'Curiosity' é estudar a presença de metano - que pode ser de origem biológica ou não - na atmosfera de Marte, uma vez que os dados obtidos nos últimos anos eram contraditórios.  As primeiras análises, feitas pelo robô com o seu espectómetro láser TSL, permitiram afirmar que a presença deste precursor químico da vida é insignificante. Ou, pelo menos na cratera, não é abundante, se é que existe.
Nas próximas semanas, os cientistas começarão a analisar os compostos orgânicos nas rochas e amostras do solo. A prioridade é identificar os minerais associados à água e analisar os cabonatos.
Os primeiros resultados das análises de amostras do solo para verificar a composição dos minerais indicam que são muito semelhantes aos basálticos de origem vulcânica do Havai.
Em agosto, o 'Curiosity' iniciou uma missão de dois anos e meio em Marte, com o  objetivo de tentar provar se alguma vez existiu vida no Planeta Vermelho.



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