sexta-feira, 30 de novembro de 2012

DESCULPAS ESFARRAPADAS


Já aqui tinha dado conta da desculpa que o Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos tinha dado para "escapar" a uma reunião com o Partido Socialista local, convocada para debater e estabelecer as bases de um eventual entendimento sobre a abordagem às próximas eleições autárquicas de 2013, onde destacaria, como tema mais relevante, a contenção de despesas com a campanha eleitoral, preocupação que não é menor, nem deve ser desvalorizada, numa altura em que o País se encontra sobre intervenção externa e a maioria dos portugueses atravessa muitas dificuldades.
Justificar a indisponibilidade para o diálogo e para o compromisso com a discordância BE relativamente ao conteúdo dos textos que aqui publicamos, ainda mais quando muitos dos autarcas da candidatura PS são independentes e por isso não vinculam as iniciativas levadas a cabo pela direcção política socialista, é claramente uma chantagem à liberdade de opinião dos autarcas, condicionamento que recusamos e denunciamos. Seguem o velho lema da extrema-esquerda autoritária e despótica, ao fim e ao cabo o ADN de um Bloco que tem na sua constituição e prática política dominante a "velha" UDP: "Quem não é por nós é contra nós".
Trinta e oito anos depois do 25 de Abril qualquer autarca que se preze deve estar disponível para dialogar e para procurar consensos, mesmo com aqueles de que diverge profundamente. Recusar isso como fez a coordenadora local BE é não ter o menor respeito pelo Poder Local, pois aqueles líderes BE estão a tratá-lo como se fosse uma mera extensão dos debates e das divergências que há no Parlamento Português. 
O grande mérito do exercício da actividade autárquica é que os eleitos têm como primeira preocupação a resolução dos problemas concretos das pessoas e não o acicatar de clivagens. É com base neste princípio - que não se verifica na Assembleia da República, como todos podem comprovar - que os autarcas socialistas na Câmara e na Assembleia Municipal, apesar de divergirem e muito das escolhas e do exercício do Poder por parte do BE, nunca se opuseram até hoje aos Orçamentos Municipais e ao essencial da política económica determinada pelo executivo camarário.
Infelizmente como os factos vêm demonstrando o BE não tem reciprocidade em relação à conduta dos autarcas socialistas, e os exemplos são vários. Desde logo a recusa para o diálogo, depois a tentativa, em curso desde janeiro deste ano, de inviabilizar o funcionamento da Junta de Freguesia de Marinhais cortando-lhe 37.000€/ano, situação que ainda se mantém, apesar daquela autarquia não ter ainda desistido de substituir a Câmara Municipal na limpeza das fossas, no pagamento do vencimento à funcionária que trabalha no Pavilhão Desportivo municipal e na recolha e encaminhamento de vários tipos de lixos (monos, mobiliários, detritos vegetais, etc), actividades que aquele montante ajudava a custear.
Acredito que esta atitude do BE vai acabar por transformar a política local na extensão da política nacional, e isso é um péssimo serviço que se faz ao Poder Local, pois desse modo não haveria necessidade de ter eleições autárquicas, bastariam as legislativas e depois vinham para os concelhos os "comissários" políticos gerir as autarquias. 
Temo bem que as consequências de tudo isto originarão, brevemente, novos episódios, alguns dos quais já começam a ser tornados públicos nas redes sociais. É pena que estratégias partidárias estejam a minar, pelo menos desde Janeiro, aquilo que eram adequadas relações institucionais!...

NOTÍCIA DISPONÍVEL EM

NEM TUDO É MAU, EMBORA PAREÇA!...


Numa altura em que tudo parece correr mal e em que quase todos descreem do presente e do futuro, notícias como a que seguidamente publicamos podem ajudar um pouco! Infelizmente o tempo, para muitas das nossas famílias, é crucial, daí que seja obrigação dos governantes e dos autarcas não abandonarem à sua sorte os menos afortunados e os menos preparados ou aptos.

O resultado da avaliação feita pela revista Forbes - uma publicação de negócios e de economia norte americana, com periodicidade quinzenal – a quase centena e meia de países, determinando os que são os melhores para fazer negócio está disponível no seu endereço electrónico em: http://www.forbes.com/best-countries-for-business/list/.



Portugal está entre os melhores países do mundo para fazer negócios, segundo a revista “Forbes”, que levou em consideração 11 elementos, entre os quais, os direitos de propriedade, a inovação e tecnologia, os impostos às empresas, a liberdade (individual, comercial e monetária) e a burocracia. 

Foram também tidos em conta factores como a corrupção, a protecção dos investidores e o desempenho do mercado accionista. 

A Nova Zelândia ocupa a primeira posição, tendo subido um lugar face ao ano passado. A “transparência e clima de negócios estável encoraja o empreendedorismo", argumenta a “Forbes”. 

Já o Canadá, líder em 2011, passou para a quinta posição. 

No segundo lugar, está a Dinamarca e, em terceiro, Hong Kong. A Irlanda aparece em sexto e o Reino Unido fecha o “top 10”. 
Portugal ocupa o 24º lugar, numa lista constituída por 141 países.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: VAMOS CHEGAR TARDE DEMAIS


O título deste post é de algum modo o sentimento com que ficamos depois de anos de investigações, de reuniões e de decisões. Acabamos sempre muito aquém do que é necessário e mesmo essas metas não chegam a ser cumpridas!
Alguns cidadãos estão cada vez mais consciencializados de que é o futuro do seu planeta, a sua única casa, que está em risco e são impotentes para tomar nas suas mãos a resolução deste impasse, que tenderá a inviabilizar a fruição, pelas gerações vindouras, da vida na Terra com a qualidade que herdámos daqueles que nos antecederam.
Por incompetência, desleixo e egoísmo estamos a condenar os nossos filhos e netos a um desastre anunciado e pouco ou nada fazemos para inverter esse trajecto suicidário. Não é aceitável, no entanto, apesar de toda esta frustração colectiva, que não façamos o que está ao nosso alcance, no dia-a-dia, separando lixos, diminuindo os consumos energéticos, utilizando menos plásticos, limpando matas e florestas, informando-nos e adoptando condutas que privilegiem um desenvolvimento sustentável! Desistir é proibido.


São 194 os países que, a partir desta segunda-feira [dia 26 de Novembro] se reúnem no Qatar para a 18ª Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas.

Em cima da mesa está o prolongamento do Protocolo de Quioto e as negociações para um novo pacto sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, que deverá alargá-lo aos países em vias de desenvolvimento.
Mas as expectativas são fracas, por parte dos especialistas. Francisco Ferreira, da associação ambientalista portuguesa Quercus, confirma.
“Temos participado anualmente nestas reuniões das Nações Unidas e sentimos que a urgência que o planeta e as próximas gerações nos exigem em termos de trabalho e de compromissos, ficam sempre muito aquém em relação às decisões que são tomadas. Cada ano que passa, estamos mais longe daquilo que os cientistas apontam como a meta de emissões que não causará prejuízos ao planeta”, revela à Renascença.

REUNIÃO DA CÂMARA A 30-11-2012

Palacete dos Almadas (foto cedida por José R. Gameiro)


A próxima reunião ordinária (pública) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos vai realizar-se finalmente, amanhã, 6ª feira, dia 30/11/2012, pelas 14.30 horas, no Salão Nobre dos Paços do Município em Salvaterra de Magos, depois de ter sido inicialmente aprazada para o dia 21-11-2012, foi adiada para 28-11-2012 e de novo remarcada para o último dia do mês.


Mas não fiquem os mais complacentes eufóricos, pois ainda não foi enviada aos vereadores a documentação – que devia ter chegado com 48 horas de antecedência - relativa aos dois pontos que assumem algum realce na Ordem do Dia da reunião de Câmara, a saber: derrama e fixação da participação variável no IRS sobre os rendimentos do próximo ano, montantes que integrarão as receitas municipais.

A CAMINHAR HÁ 90 DIAS...


A Cabana dos Parodiantes de Salvaterra de Magos volta a organizar, hoje, pelas 22 horas, mais uma tertúlia, a 61ª edição das "Conversas da Cabana".
Desta feita o convidado é Hélder Vieira - um caminhante por terras lusas, já lá vão 90 dias. Entender as razões porque o faz, ver as fotos que vai recolhendo e conhecer as histórias e percalços de um "passeio" a pé tão inusitado, são seguramente alguns dos motivos que justificarão uma deslocação àquele espaço.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OVERDOSE(S)


Somos todos os dias expostos a um conjunto de intervenções, opiniões e análises que dissecam a nossa vida económica, identificam problemas, sublinham dificuldades, desvalorizam acções, métodos, esforços e sacrifícios, e acabam por contribuir, a par do desemprego e das crescentes dificuldades das famílias, para baixar a auto-estima nacional e para uma descrença generalizada. A informação é sempre importante, até porque prepara as pessoas para melhor decidirem, mas não estaremos na presença de uma overdose?!...
Esta auto-flagelação não é um dado novo, nem é uma característica que atinge apenas os últimos governos de Portugal, é algo que vem de tempos imemoriais e que já Luís de Camões identificou, no canto IV dos Lusíadas, quando criou a personagem do “Velho do Restelo”.
Vivemos momentos muito difíceis, os empregos escasseiam e a qualidade de vida das pessoas cai a olhos vistos, mas nem isso foi suficiente, até agora, para que os diversos actores políticos e/ou parceiros sociais conseguissem estabelecer (ou fazer perdurar) uma plataforma de entendimento mínimo!...
Se verificarmos, com atenção, todos os que hoje estão do lado das análises críticas encontramos:
  • Revolucionários, cujo ideário visa construir um dia-a-dia sem liberdade económica, sem iniciativa privada;
  • Ultra-liberais que pretendem diminuir impostos, reduzindo também o Estado e os apoios sociais;
  •  Anarquistas e grupos de acção radical que usam a violência como arma de intimidação e de condicionamento dos outros;
  • Capitalistas dos serviços e da distribuição que precisam do consumo interno para realizar os seus negócios;
  • Opositores, os que em cada momento se opõem, garantindo desse modo (?) a alternância democrática;
  • A maior parte dos portugueses que vê os seus rendimentos e os empregos diminuir;
  • Classes profissionais – entre muitos outros - que vão sendo afectadas pelas enormes medidas de austeridade.

Ou seja, não é possível colher o consenso (bastante) entre aquilo que uns e outros dizem defender, temos por isso, de facto, um problema!


Creio que só se insistirmos na diplomacia económica e sublinharmos a contenção/elevação democrática do nosso Povo poderemos evidenciar que temos das melhores condições à manutenção, fixação e instalação de empresas. O caso da Autoeuropa, apesar de todas as contrariedades do mercado, é um exemplo de que os entendimentos mínimos são possíveis e são desejáveis, a bem do colectivo.
Não há empregos, sem empreendedores e sem empresas, e os que decidem “arriscar” e investir só o farão se estiverem reunidas algumas condições, entre elas, seguramente, alguma tranquilidade e estabilidade social, mas também factores de atractibilidade do País e das regiões, como sejam menos impostos e taxas sobre as empresas que criem emprego, menos burocracia, maior eficácia judicial, etc.
Se todos tentarmos valorizar de algum modo o que temos de positivo talvez fique mais fácil vencer os problemas!...
Infelizmente o desânimo é enorme, as famílias mais afectadas por esta crise são muitas, o Governo eleito há ano e meio perdeu (desbaratou), em grande medida, a confiança dos portugueses, não quis (ou não soube) mobilizá-los para este desafio mas, mesmo assim, se não formos nós a acreditar em nós, quem o fará?!

OCUPAÇÃO DE TEMPOS LIVRES NAS FÉRIAS DE NATAL


A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos tem abertas as inscrições (limitadas a 50 crianças), até ao próximo dia 7 de Dezembro, para o OTL Natal Desportivo, 2012, as quais poderão ser feitas nas piscinas municipais e juntas de freguesia, mediante o pagamento da importância de 15 € (inclui seguro de acidentes pessoais).
As actividades de cariz desportivo estão explicitadas no cartaz da iniciativa que seguidamente se publica, e destinam-se a crianças entre os 6 e os 15 anos que durante uma semana (17 a 21 de Dezembro) poderão conviver, jogar e praticar desporto com o devido enquadramento técnico.
As actividades decorrerão entre as 9.30 h e as 17 horas, podendo as crianças ser entregues no pavilhão municipal de Salvaterra de Magos a partir das 8.45 h e tendo que ser recolhidas até às 17.30 h. Caso as crianças não vão almoçar a casa o custo dessa refeição, por dia, é de 2,10 €. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"SALDO" DE TRÊS ANOS DE MANDATO


O coordenador da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, também líder da concelhia local do mesmo partido, Nuno Mário Antão, deu recentemente uma entrevista ao jornal "Fundamental" que se reproduz na íntegra.
O texto percorre de algum modo o que tem sido feito, o que não foi concretizado, o que há para fazer, de que modo, e não esquece, ainda que de modo breve, um olhar sobre as próximas autárquicas.

NOTÍCIA DISPONÍVEL EM

FEBRE AMARELA, ASSOCIAÇÃO


A Associação Febre Amarela, sediada na Glória do Ribatejo, celebra hoje, dia 27 de Novembro de 2012, o seu 19º aniversário. As comemorações acontecerão no próximo sábado, dia 1 de Dezembro, a partir das 20 horas. O local escolhido é o Hotel Jackson e as redes sociais divulgam o PROGRAMA da iniciativa.


Parabéns a todos os seus associados e dirigentes com votos de muitos sucessos, que estendemos às bandas de musicai moderna participantes.

REUNIÃO DA CÂMARA A 28-11-2012

Virgolino Torroaes, 1957 (foto cedida por José R. gameiro)


A próxima reunião ordinária (pública) da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos que foi adiada do passado dia 21-11-2012 e que devia realizar-se amanhã, 4ª feira, dia 28/11/2012, foi de novo adiada, agora para o dia 30/11/2012, 6ª feira, pelas 14.30 horas.
Julgo estar em condições de afirmar que desta data não passará, pois o mês termina nesse dia 30 e a Lei exige que, no mínimo, mensalmente, se realizem duas reuniões de Câmara e ainda só tivemos uma, em Novembro.
Devemos todos registar que, como os elementos factuais reiteradamente evidenciam, nem a Srª Presidente de Câmara nem o vereador que assume a Vice-Presidência da Câmara vão tendo disponibilidade para reunir a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, órgão autárquico que é eleito directamente pela população do concelho.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FUTURO DA FREGUESIA DOS FOROS FICOU EM RISCO

Foros de Salvaterra. Patos na Barragem de Magos (foto de Elizabeth Mendanha)

É do conhecimento público que a aplicação da Lei 22/2012 determinava, se a nossa Assembleia Municipal não apresentasse nenhum projecto de união de freguesias que o concelho de Salvaterra de Magos perdia 3 freguesias, ficando a União de Muge com o Granho, da Glória do Ribatejo com Marinhais e de Salvaterra de Magos com os Foros de Salvaterra. 
Apesar de muita contra-informação e de alguma ignorância a prova de que isso é verdade vem agora escrito na decisão (ponto 1.4.) da Unidade Técnica da Assembleia da República (UTRAT) que voltamos a publicar, e assim faremos sempre que autarcas BE persistam em mentir à população do concelho. A mentira tem perna curta, por mais agradável que possa parecer.


Por causa desta anunciada perda de três freguesias a Assembleia Municipal (AM) optou, por maioria, por enviar uma pronúncia em que defendia que se mantivessem 5 freguesias, o máximo que podia, pois se não unissem nenhuma freguesia esse pedido de nada valeria. A AM propôs então que ficássemos - para não se perderem 3 freguesias - com: Foros de Salvaterra, Marinhais, Muge, Salvaterra de Magos e a "União das freguesias de Glória do Ribatejo e do Granho".
A Unidade Técnica aceitou, pelos argumentos apresentados pela AM, que não perdêssemos 3 freguesias mas decidiu que só podíamos ficar com 4 freguesias. E disse no projecto que enviou para cá que as freguesias passariam a ser: Muge, Marinhais, "União das freguesias de Glória do Ribatejo e Granho" e "União das freguesias de Salvaterra de Magos e dos Foros de Salvaterra". Esclareceu ainda que o concelho só poderia, em qualquer situação, ficar com 4 freguesias porque no início deste processo teve o cuidado de se pronunciar, se não o tivesse feito ficava com 3 freguesias. É lastimável que uma Lei injusta ( e precipitada) que nos impõem nem sequer tenha em consideração a dimensão territorial e populacional dos Foros de Salvaterra e os queiram juntar a Salvaterra de magos!
Em face desta decisão a Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia dos Foros de Salvaterra enviaram à Assembleia Municipal uma carta (que no final deste post se publica) onde solicitam que a sede da nova freguesia fique nos Foros de Salvaterra e não em Salvaterra de Magos. Sabendo desta vontade os autarcas socialistas resolveram propor que houvesse uma votação na Assembleia Municipal para decidir esta questão, tendo presente até que em Salvaterra de Magos já existe a Câmara Municipal.
Infelizmente os deputados municipais estiveram mais preocupados em contrariar-se uns aos outros, em divergir uns dos outros, em vez de procurarem algum consenso. Um debate que devia ter incluído uma decisão sobre a sede da nova freguesia, ficou pela defesa das 6 freguesias, não tendo sequer sido posta a hipótese, mais do que provável, de no caso da maioria PSD/CDS aprovar aquela união, o que fazer para diminuir "o prejuízo" dos Foros de Salvaterra! Resta aos Foros de Salvaterra a esperança de que os deputados na Assembleia da República do PS, CDU e BE convencerem alguns da maioria no sentido de suspender ou revogar esta Lei.


Pessoalmente acho bem que a Assembleia Municipal - agora que já garantiu junto da Unidade Técnica que ficamos com 4 freguesias - faça esta tentativa de manter as 6 freguesias, pois isso vai obrigar a uma decisão da Assembleia da República e vai permitir esclarecer se esta solução (das 6 freguesias) era ou não um caminho, ou se apenas uma ilusão, que a Lei proíbe.
Mas fico com muita pena que os Foros de Salvaterra, que tinham feito um pedido à Assembleia Municipal para ali ficarem com a sede da nova freguesia, caso venham a ser obrigados a unir-se com Salvaterra de Magos, tenham deixado cair este pedido, que foi uma sugestão dos deputados de freguesia socialistas nos Foros de Salvaterra (José Jorge dos Santos e Cláudia Mesquita) aceite por todos os outros. Esta sugestão só não foi votada na Assembleia porque o Presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos (BE) o solicitou, defendendo naturalmente a sua freguesia, e a Presidente da Junta de Freguesia dos Foros de Salvaterra (BE) calou, "esquecendo-se" de continuar a defender a sua freguesia. Por causa desta incapacidade da Presidente da Junta dos Foros, se a petição pelas 6 freguesias, aprovada por todos na Assembleia Municipal, falhar, a sede da nova União de Freguesias ficará em Salvaterra de Magos.


A única coisa positiva, neste erro de condução dos destinos dos Foros de Salvaterra por aquela autarca do BE, foi o facto de pelo menos os deputados municipais socialistas terem assumido o compromisso de que se um dia a Lei o voltar a permitir, separarão outra vez (como já o fizeram no passado) os Foros de Salvaterra de Salvaterra de Magos e que, enquanto isso não for possível, manterão nos Foros de Salvaterra uma delegação da nova Junta de Freguesia, para que as pessoas dos Foros não tenham de ir a Salvaterra tratar dos assuntos da freguesia. Vamos ver como correm entretanto as coisas, mas não tenho grande esperança de que corram a contento dos Foros de Salvaterra!...


A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA TEM DE PARAR


Olhando para o título da notícia que seguidamente se publica ficamos naturalmente satisfeitos, ainda mais se esses números indicarem uma tendência para a redução dos actos de violência praticados no seio familiar.
Mas se lermos com mais atenção constatamos que ainda se registam – haverá infelizmente muito mais – pelo menos 20 mil ocorrências de violência doméstica em Portugal, ou seja,  por hora acontecem 3 crimes desta tipologia no nosso País.
As relações humanas podem “falhar” e/ou alterar-se com o tempo, o que não pode ser tolerado é que, a coberto disso, falhe o civismo e o bom senso, levando alguns a agir como se ainda vivêssemos sob a égide da “lei do mais forte”.


Dados do relatório de 2011 da Direção Geral da Administração Interna  (DGAI) sobre violência doméstica mostram uma quebra de 10,9% no total de  ocorrências de violência doméstica entre os meses de janeiro a setembro  de 2012, comparativamente com os mesmos meses do ano passado, havendo registo  de 20.125 ocorrências, divididas entre 8.282 na GNR e 11.843 na PSP. 
Estes e outros dados foram dados a conhecer no âmbito da abertura do  seminário "O atendimento especializado às vítimas de violência doméstica",  que decorre durante o dia de hoje [no passado dia 19 de Novembro]  no Instituo Superior de Ciências Políticas  e Segurança Interna, em Lisboa. 
Apesar da quebra nos números, a secretária de Estado da Igualdade disse  que isso não é, por si só, um fator tranquilizador. 
"É certo que as queixas têm vindo a diminuir desde 2010 e que em 2011  registaram-se menos 7,2% de queixas apresentadas à GNR e à PSP, mas é também  verdade que isso não nos pode tranquilizar porque a explicação possível  para essa redução no número de queixas é diversa, as razões podem ser várias  e não são necessariamente boas razões", defendeu Teresa Morais. 
De acordo com a secretária de Estado, o combate à violência doméstica  "é uma prioridade", anunciando que está em marcha a rede de municípios solidários  com as vítimas de violência doméstica que conta já com oito autarquias.
Teresa Morais explicou que esta medida visa facilitar o acesso a habitação  a baixo custo e que os municípios podem participar em três modalidades:  dar prioridade na atribuição de habitação social, atribuição de uma casa  da autarquia ou posição de intermediação para identificar uma casa a baixo  custo no mercado habitacional. 
Presente na abertura do seminário, o ministro da Administração Interna  defendeu que não pode haver qualquer tolerância para com os agressores e  garantiu estar firme no combate ao crime de violência doméstica. 
"Não há nem pode haver qualquer tolerância para com os prevaricadores,  para com eles que persistem em fazer uso de expedientes inqualificáveis  para menorizar outros seres humanos, desprezando os mais básicos valores  da sociedade democrática que construímos", disse o ministro Miguel Macedo  no seu discurso. 
Por outro lado, admitiu que há aspetos que têm de ser melhorados, nomeadamente  dotar as forças de segurança de melhores condições de atendimento e qualificar  e formar os efetivos, garantindo que "não faltarão os recursos necessários"  ao combate a este tipo de crime. 
No final, em declarações aos jornalistas, Miguel Macedo admitiu que  os números apresentados "não são bons", mas disse que a motivação para continuar  este trabalho está na cada vez maior visibilidade dada a este fenómeno tanto  por parte das estruturas judiciais, como pelas forças de segurança. 
"Temos consciência de que temos um caminho longo a percorrer e apesar  da descida que se verificou este ano, ainda estamos nas quase 29 mil situações  participadas, o que significa ainda um peso muito grande na estatística  criminal", apontou o ministro. 
Os dados da DGAI revelam que a violência doméstica é a quinta tipologia  criminal mais participada em Portugal e representa 7% do total de crimes  registados. 
Em 2010 houve registo de 31.235 ocorrências e em 2011 de 28.980, o que  representa uma quebra de 7,2%. O número total de ocorrências em 2011, significa  que houve 2.415 participações por mês, 79 por dia e três por hora. 
Lusa

domingo, 25 de novembro de 2012

DE CABEÇA NO AR


Um planeta sem estrela ou uma estrela sem luz própria, a “apenas” 100 anos-luz do Sistema Solar, é a essência do conteúdo da notícia que seguidamente se reproduz. O avanço tecnológico vai possibilitando aos astrónomos obterem mais e mais informação sobre o Mundo que nos rodeia e, à medida que aumenta o nosso conhecimento, mais pequena e insignificante são as “realidades” que quotidianamente vivemos.


Uma equipa de astrónomos franceses e canadianos descobriu um planeta a vaguear pelo espaço sem uma estrela hospedeira a cerca de 100 anos-luz do Sistema Solar, a distância mais próxima da Terra até agora encontrada para objetos deste tipo.
O planeta foi detetado com a ajuda do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO) - organização a que Portugal pertence, que tem os seus telescópios localizados no deserto do Atacama, no Chile - e do Telescópio Canadá-França-Havai, localizado no topo do vulcão adormecido Mauna Kea, no Havai.
A relativa proximidade do planeta, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram aos astrónomos estudar a sua atmosfera em detalhe, e deu uma ideia do tipo de planetas extrasolares que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.

Planeta maior que Júpiter ou estrela falhada?

Os planetas errantes são objetos com massas típicas de planetas, que vagueiam pelo espaço sem ligação a nenhuma estrela. Já foram descobertos antes, mas sem o conhecimento das suas idades não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs castanhas, isto é,  estrelas falhadas que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas bem sucedidas.
Em todo o caso, o planeta errante, chamado CFBDSIR2149, parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido por Associação Estelar AB Doradus . As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e pensa-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo.
A possível ligação àquele grupo estelar poderá apontar para uma massa do planeta de aproximadamente 4 a 7 vezes a massa de Júpiter, com um temperatura efetiva de cerca de 430 graus Celsius. A idade do planeta será a mesma do grupo, ou seja, 50 a 120 milhões de anos.
É a primeira vez que um planeta errante é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento. Se o planeta estiver de facto associado a este grupo, é um astro jovem e será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a idade, temperatura, massa e composição da atmosfera. Existe também uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo de estrelas seja ocasional.

Procurar estrelas é como estudar pirilampos

"Procurar planetas a orbitar estrelas é semelhante a estudar um pirilampo que se encontra a um centímetro de distância de um farol distante de automóvel", explica Philippe Delorme, astrónomo do  Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (França) e principal autor do estudo sobre esta descoberta, acrescentando que o planeta errante "oferece-nos a oportunidade de estudar o pirilampo com todo o pormenor, sem que as luzes brilhantes dos faróis do automóvel estraguem tudo".
Pensa-se que os astros errantes como o CFBDSIR2149 se formam ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs castanhas.
"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar", conclui Philippe Delorme.
Oss astrónomos consideram que estes objetos podem ser comuns e  talvez tão numerosos como as estrelas normais. Eles começaram a ser conhecidos na década de 1990, quando os astrónomos descobriram que é difícil determinar o ponto a partir do qual uma anã castanha passa para a faixa das massas planetárias.
Estudos mais recentes sugeriram que pode haver uma quantidade enorme destes corpos pequenos na nossa galáxia, com uma população quase duas vezes maior que as estrelas de sequência principal.

Ler mais:  http://expresso.sapo.pt/astronomos-encontram-planeta-errante-sem-estrela=f766826#ixzz2CD85yDLq

CONVERTER LUZ E CALOR EM ELECTRICIDADE


A nanotecnologia continua a fazer das suas! Desta vez é um dois em um. A aplicação de nanomateriais que simultaneamente convertem a luz e o calor em electricidade, é a essência da notícia que seguidamente se reproduz. Não é muito fácil antecipar, desde já, o mérito que esta descoberta poderá vir a ter, mas são dadas algumas pistas.


Um nanomaterial híbrido, sintetizado pela combinação de nanopartículas de cobre e sulfeto de nanotubos de carbono, pode converter luz e calor em eletricidade. A descoberta foi feita pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Na verdade, já existiam nanomateriais que convertem luz em electricidade, e outros que convertem calor em electricidade, mas esta é a primeira vez que um único nanomaterial faz ambas as funções.
Ao unir o material com microchips, os pesquisadores descobriram que podiam utilizar estes materiais em sensores, aparelhos electrónicos que precisam de pouca energia ou implantes biomédicos.
“Se pudermos converter tanto a luz como o calor em electricidade, o potencial é enorme para a produção de energia. Ao aumentar o número de micro-aparelhos num chip, esta tecnologia pode oferecer uma nova e eficiente plataforma para complementar ou até substituir a actual tecnologia de células solares”, explicou o professor Wei Chen, que participou no projecto.
Enquanto os nanotubos de carbono de parede única (SWNT) têm sido utilizados na construção de células solares transparentes e células de carbono solares, estes continuam a ser muito ineficientes, quando comparados com os seus irmãos convencionais fotovoltaicos. Ao complementar a electricidade gerada pela luz com alguma termoelectricidade, o nanomaterial híbrido pode superar materiais que só fazem ou um ou outro.
Em testes laboratoriais, o novo material aumentou a absorção da luz em 80%, tornando-a num gerador mais eficiente. Por outro lado, o sulfureto de cobre é muito mais barato e está mais facilmente disponível que os metais nobres utilizados em híbridos semelhantes

UMA NOTÍCIA INQUIETANTE


A notícia que seguidamente se publica tem tudo para ser inquietante e, simultaneamente, uma janela de oportunidade. O conhecimento médico em relação a doentes em estado vegetativo poderá ter de evoluir à luz da informação nela contida. O futuro dirá, até estatisticamente, se os casos em que passará a ser possível estabelecer algum tipo de contacto com os doentes nestas condições, serão (ou não) frequentes!...


Esta é a primeira vez que um doente com lesões cerebrais graves e incapaz, até aqui, de qualquer comunicação, pode transmitir uma informação sobre o seu próprio estado aos médicos. 
Depois de sofrer um acidente de carro, há 12 anos, Scott Routley ficou num estado que foi considerado vegatativo, sem mostrar qualquer sinal de consciência ou capacidade de comunicar.
O canadiano, 39 anos, foi agora submetido a uma série de perguntas enquanto a sua atividade cerebral era avaliada através de uma ressonância magnética. E conseguiu passar aos médicos a informação de que não tem dores.
"Scott conseguiu mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Examinámo-lo várias vezes e o seu padrão de atividade cerebral mostra que está claramente a escolher responder às nossas perguntas. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está", explica o neurocientista britânico Adrian Owen, líder da equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario.
"Poder questionar um paciente sobre algo importante para eles tem sido o nosso objetivo há muitos anos. No futuro poderemos perguntar o que podemos fazer para melhorar a sua qualidade de vida. Podem ser coisas simples, como o entretenimento ou as vezes ao dia que são lavados e alimentados", acrescentou, exultante, em declarações à BBC.
O neurologista que tem acompanhado Routley, Bryan Young, admite que os resultados da ressonância magnética transformam todas as conclusões que têm sido aceites ao logo dos anos sobre este tipo de doentes.
"Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico",  relembra.


sábado, 24 de novembro de 2012

POUPAR NO PLÁSTICO


Uma das muitas preocupações ambientais dos nossos dias passa pela quantidade enorme de plásticos que se vai acumulando nos aterros sanitários, em face do crescente recurso a embalagens e a sacos desse material.
Para contrariar o consumo de plástico, vêm sendo desenvolvidas campanhas em que se procura moderar a utilização de sacos, algumas delas exigindo o seu pagamento. Neste contexto, a notícia que seguidamente se reproduz é um bom exemplo, pois facilita a reutilização dos sacos, na medida em que possibilita a sua reparação e dessa forma incrementa a sua vida útil.


O material criado pela professora Zhenan Bao procura replicar as capacidades da pele humana: sentir o toque e ainda conseguir regenerar-se. De acordo com um relatório publicado no Nature Nanotechnology, citado pelo site phys.org, a grande vantagem deste plástico, com bocados de níquel, é a possibilidade de se regenerar várias vezes e à temperatura ambiente. O facto de ser um bom condutor de eletricidade também é visto como um ponto positivo.
O plástico é constituído por longas cadeias de moléculas, unidas por hidrogénio. Estes laços são dinâmicos e conferem ao material a possibilidade de voltar à forma inicial. As moléculas separam-se facilmente e também recuperam a estrutura inicial.
O níquel foi integrado no material para aumentar a sensibilidade e a capacidade de condução.
O material foi sujeito a mais de 50 cortes na mesma zona e conseguiu regenerar-se sempre em cerca de 30 minutos.

Ler mais: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2012/11/13/plastico-tatil-regenera-se-em-30-minutos#ixzz2C7Zok7ne

SOLIDARIEDADE EM SALVATERRA DE MAGOS


Com vista a angariar fundos para a Loja Social do concelho e dessa forma conseguir apoiar com bens de primeira necessidade famílias mais carenciadas, a Conferência de São Vicente de Paulo vai levar a cabo, no Celeiro da Vala (na foto acima), em Salvaterra de Magos, uma Feira Solidária.
"Brinquedos, roupa de adulto, acessórios, bijuteria, gourmet, livros, decoração, pinturas e jóias, são algumas das muitas sugestões que vai encontrar na Feira Solidária." (in http://www.cm-salvaterrademagos.pt/informacoes/eventos/item/430-feira-solid%C3%A1ria-06-a-09-dezembro).



Os que possam e queiram contribuir e ajudar os mais necessitados, deverão visitar aquele espaço ente  os dias 6 e 9 de Dezembro, das 12 horas às 19 horas.


A ALIMENTAÇÃO E A FALTA DE ÁGUA POTÁVEL


O crescimento populacional a nível mundial, a falta de terrenos aráveis, as previsíveis consequências das mudanças climáticas, a escassez de água potável, são alguns dos factores que vão induzir mudanças nos hábitos alimentares de nossos filhos e netos. 2050 é já ali!...


O crescimento populacional irá criar vários problemas à sobrevivência de todos no mesmo Planeta, sobretudo ligados a questões como alimentação e acesso a água potável. Hoje, os cientistas que trabalham e investigam os assuntos da alimentação estão especificamente preocupados com a questão da água.
São precisos muitos litros de água, por exemplo, para trazer um prato de carne à nossa mesa, pelo que, por volta de 2050, teremos certamente que repensar a nossa dieta.
Nesse ano seremos nove mil milhões a habitar o Planeta e, para evitar catástrofes ligadas à falta de água, teremos de comer menos carne.
Uma análise do Instituto Internacional de Água de Estocolmo demonstrou que não haverá água potável suficiente para produzir alimentos para a população esperada em 2050 – os tais nove mil milhões de pessoas. Isto se seguirmos as tendências correntes dos países ocidentais.
A solução passa por garantir que a proporção de alimentos de origem animal é limitada a 5% do total de calorias e que os consideráveis défices de água regionais possam ser contornados por um sistema de alimentação e trocas alimentares bem organizado. Ou seja, parte da população terá de ser tornar vegetariana. Ou quase.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RESCALDO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 22-11-2012


Começo por pedir desculpas aos leitores deste espaço, mas não é possível reproduzir em apenas  algumas linhas, até porque este debate durou cerca de 4 horas, a totalidade das intervenções que se sucederam sobre o tema que justificou a convocação desta Assembleia Municipal Extraordinária e que era definir qual a resposta a dar ao projecto de reorganização das nossas freguesias que nos foi enviado pela Unidade Técnica (UTRAT).
No essencial a Unidade Técnica diz que não aceita que o concelho fique com 5 freguesias, como propôs a nossa Assembleia Municipal, mas diz também que levou em conta o pedido que foi feito pela Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos de “reclassificação” das nossas freguesias, o que permitiu que elas deixassem de estar sujeitas a um coeficiente de redução de 50% - o que faria perder 3 freguesias. Essa “reclassificação” fez com que elas passassem a estar sujeitas a um coeficiente que não as prejudica tanto e que é de 25%. Esse pedido da Assembleia Municipal permitiu desde já que se mantenham 4 freguesias.

Aquela pronúncia da Assembleia Municipal determinou que não ficássemos com apenas 3 freguesias, e é preciso que ninguém tenha dúvidas disso, afinal é o que está escrito no ponto 1.4. do projecto da UTRAT a que os deputados municipais tinham de responder. Se nada tivesse sido feito perderíamos 3 freguesias, é o que diz a Unidade Técnica:


Foi “grosso modo” este o teor da intervenção inicial do Sr. Presidente da Assembleia Municipal que procurou fazer uma breve cronologia dos acontecimentos, assinalando que todos os autarcas estão contra a Lei 22/2012 e que querem as suas freguesias, mas esta Lei não o está a permitir. Lembrou ainda que os autarcas dos Foros de Salvaterra (Junta de Freguesia e Assembleia de Freguesia) lhe tinham feito chegar um documento (que reproduzirei em post na próxima 2ª feira) em que pediam à Assembleia Municipal se pronunciasse para que a sede da nova freguesia ficasse nos Foros de Salvaterra. Isto somente no caso de a Assembleia da República não recuar e votar que para além da União das freguesias da Glória do Ribatejo e do Granho, também impõe a União das freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra.
A este propósito o Presidente da Junta de Salvaterra de Magos (BE) disse que Salvaterra de Magos não tinha reunido os seus órgãos da freguesia e que não era “justo” que o assunto fosse deliberado sem a opinião dos autarcas de Salvaterra de Magos, posição que, creio, foi aceite por consenso. 

[Da leitura que faço da Lei - se infelizmente juntarem aquelas freguesias - e uma vez que dentro do prazo que temos para manifestarmos a nossa opinião (que está a acabar) nada foi decidido, então a sede ficará em Salvaterra de Magos. Julgo – e é uma opinião pessoal – que os senhores deputados municipais deviam ter pensado um pouco melhor esta situação, principalmente aqueles que representam a freguesia dos Foros de Salvaterra]

De um modo geral as intervenções dos deputados e dos Presidentes de Junta BE (João Abrantes, João Nunes, Rosa Nunes, Joaquim Ventura, Marco Domingos, etc) centraram-se na crítica ao PS por ter proposto à Assembleia Municipal de Junho a aprovação de uma pronúncia (que queria manter 5 freguesias) e por ter chumbado o referendo local em que se queria perguntar às pessoas se a Assembleia Municipal se devia ou não pronunciar. Defenderam estes autarcas BE que a resposta à Unidade Técnica devia ser – manter as 6 freguesias.
Em resposta a bancada PS pela voz do deputado Nuno Antão explicava que se  a Assembleia Municipal não tivesse feito a pronúncia pelo mínimo que a Lei permitia (que era reduzir uma freguesia) o concelho acabaria com 3 freguesias, aliás como tinha sido reconhecido, numa reunião da Câmara de Fevereiro, pela Srª Presidente da Câmara [e, não o disse mas podia ter dito, como está escrito pela Unidade Técnica no ponto 1.4 que acima transcrevemos]. O deputado socialista manifestou-se também absolutamente contra a Lei, mas ela existe e se nada tivesse sido feito a situação seria ainda pior. Disse que a Assembleia Municipal não devia aceitar a proposta da Unidade Técnica de ficarmos apenas com 4 freguesias, devíamos insistir na ideia de pelo menos ficarmos com 5 freguesias, o mesmo que em Junho tinha sido defendido.
O deputado José Domingos (CDU) disse que a decisão da Unidade Técnica de manter apenas 4 freguesias era inadmissível. Disse que a Unidade Técnica tinha violado a autonomia do poder local e que esta lei afastava inúmeros autarcas que voluntariamente trabalham em prol das suas freguesias. Defendeu que a Lei 22/2012 devia ser revogada e que nada está perdido até haver votação na Assembleia da República.
O deputado Francisco Naia (PSD) manifestou-se contra a extinção de freguesias e lembrou que não é por não concordarmos com a Lei que ela não se aplica. Acrescentou que a decisão da Unidade Técnica não merecia a concordãncia da bancada do PSD.
Depois de uma sucessão de intervenções que, na sua maioria, poucas novidades trouxeram ao debate deste tema, ou pelo menos àquilo que é essencial, ficou claro que nenhuma bancada concordava com o projecto da Unidade Técnica de manter só 4 freguesias. Restavam a debate duas ideias:
1.   Ou discordar do que era proposto pela UTRAT e reiterar a pronúncia anterior da Assembleia Municipal pelas 5 freguesias, sabendo que essa opção, ainda que não aceite pela Unidade Técnica,  tinha pelo menos permitido que ficássemos com 4 freguesias e não com 3;
2.   Ou discordar do que era proposto pela UTRAT e afirmar, em resposta ao projecto que apresentaram que o nosso concelho quer ficar com todas as suas 6 freguesias.

Depois de uma pausa de 5 minutos, que se justificou porque alguns deputados socialistas temiam que uma proposta aprovada nesta AM em que se defendesse a manutenção de todas as freguesias pudesse voltar a colocar-nos na posição de perder 3 freguesias e isso seria inaceitável. Foi explicado a esses deputados que a conquista da manutenção da 4ª freguesia era já um dado adquirido - só não o seria se a Assembleia Municipal não tivesse enviado a pronúncia de Junho - e agora o que estava em debate era submeter à consideração da Unidade Técnica um projecto alternativo ao seu. A consequência única desta proposta será que, se a Unidade Técnica não concordar com esta alternativa avançará sózinha para a Assembleia da República e serão os deputados da Nação que votarão o que melhor entenderem.
Por estas razões foi possível à Assembleia Municipal votar favoravelmente – e por unanimidade de todos os 25 deputados presentes (faltaram apenas 1 da CDU e 1 do PSD) – esta “tentativa” de manter as 6 freguesias.

[Se esta “tentativa” tivesse sucesso todos ficaríamos naturalmente muito satisfeitos, mas em nome do rigor e para não criar falsas expectativas em ninguém, até porque neste processo nunca quisemos “vender ilusões” às pessoas, parece evidente que se a Unidade Técnica já recusou que ficássemos com 5 freguesias, mais facilmente, agora, recusará que fiquemos com 6, mas como a esperança é a última coisa a “morrer… aguardemos pela decisão, pelo menos não se poderá acusar a Assembleia Municipal de não o ter tentado!]